quarta-feira, 2 de setembro de 2009

EU GOSTO...MAS TENHO VERGONHA

Tendo como referência meu muito estimado amigo Mike que por sua vez inspirou-se em sua amiga Veridiana, eu resolvi, tentar, fazer uma listinha de 10 coisas que eu gosto, mas tenho vergonha de assumir. É na verdade mais um exercício para eu pensar a este respeito do que para o interesse de alguém... :P

01 - Eu gosto de besteirol americano. É fato...é muito idiota, mas eu adoro!!
02 - Eu tenho medo de filme de terror. Mesmo que seja muito trash, depois eu vou dormir meio desconfiada...
03 - Eu canto no chuveiro! E canto de tudo! (o que não quer dizer que canto bem)...de músicas da Disney até Nightwish!!!
04 - Em se falando de música, eu gosto de Linkin Park. Pode não ser uma coisa assim tão "uau"...mas Linkin Park é pop...e ninguém acha que eu posso gostar de música pop...
05 - aliás...eu gosto de dançar e pular e gritar muito PLEASE, DON`T STOP THE MUSIC da Rihana!!!!Ha...essa foi uma revelação, aposto...
06 - hum....eu gosto de abacate com geleia de morango (antes de pensar "eca" experimente...é muito bom!)
07 - eu gosto de ver revistas masculinas!...talvez elas não surtem o mesmo...efeito (digamos assim) que ela surte nos homens...mas eu adoro ver mulheres (homens também mas homem é normal, e estou aqui pra dizer o que eu tenho vergonha) em poses sensuais, com toda aquela produção cenográfica e...claro...as photoshopadas master!
08 - eu gosto de Harry Potter! O livro mil vezes mais que o filme... mas eu gosto!
09 - eu gosto de ler revistas, manchetes, artigos, ou ver programas de televisão em que o assunto é...fofoca de famosos!!
10 - eu gosto de tirar a sobrancelhas. Gosto...muito!!! Ali[as, gosto de me depilar...tenho que tomar cuidado para não ficar muito neurótica e acabar fazendo algum mau. Se bem que....nesses tempos de tcc...essa minha mania fica bem amenizada....


bom, é isso...ah...sou desinteressante. Que sem graça...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

FUTEBOL ARTE

Infelizmente não dá para colocar o vídeo diretamente aqui no blog...mas, por favor...assita esse vídeo AQUI!!!!



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A DISNEY NÃO ENCANTA MAIS (?)



Bom, todos sabem que eu sou fortemente suspeita para falar da Disney. Por mais que falem de conspiração, que a Disney é uma enti
dade do mau que só quer manipular as pessoas vendendo histórias recheadas de mensagens subliminares e tudo mais... eu contínuo irredutível nas minhas ideias de que a Disney é simplesmente uma empresa GENIAL de criação.

Hoje, passeando pela internet, me deparei com um blog que postou uma coisa...estranha. Segundo este blog, o artista ítalo-brasileiro Primaggio Mantovi fez uma declaração para um programa que botou uma pulga atrás da orelha do ilustrador Jean Okada. BOm, o italiano disse que as crianças não se interessam mais pelas personagens disney porque trata-se de animais antropomorfizados. Dai, o Jean Okada, resolveu desenhar algumas personagens disney na forma... humana.(ele humanizou os animais humanizados...humm)

Uma imagem vale mais do que mil palavras...


Ok...A Maga Patalogika seria exatamente assim...com certeza! agora...


O que o teria feito pensar que o Tio Patinhas seria um simpático senhor com este sorriso juvenal no rosto? 

ou Então, por que o Donald estaria calmo e tranquilo lendo um livro de "Como Educar seus filhos" enquanto os seus sobrinhos...o que...preparam o almoço?? Porque eles obedeceriam o Donald? Desde quando fazer o almoço é alguma lição de bons modos? (imagino que se o livro tivesse funcionado...eles estariam felizes e contentes...não com essa expressão de contrariados..)


O Pateta seria bem isso mesmo...acho que nem tem o que discutir...mas pega esse Mickey jovem estranho mau-elemento com roupinha engomada. Nem novo, nem velho, com uma cara de mau-humor...


Sei lá....sinceramente?


Acho que tem, sim, a vez de todos na vida, sabe. Pode até ser que as personagens Disney estejam em decadência... ela teve um contexto histórico para nascer...a Disney mudou a história da animação e isso ninguém pode negar.

Se as gerações futuras vão querer tirar fotos com o Mickey Mouse, eu não sei...mas certamente a disney continua evoluindo e buscando novas linguagens nas suas animações.

Bom, sei lá...só achei que esse essas ilustrações são o tipo de coisa que TODO DESIGNER DEVE SABER


sexta-feira, 31 de julho de 2009

HITLER NÃO PASSOU NA MEDUSP

Estou longe de meus melhores dias, mas...em plena IRA incontida, minha irmã me apresentou(ontem, no caso) este interessante vídeo...
É simplesmente...perfeito.

Enjoy yourselves....



segunda-feira, 22 de junho de 2009

O MITO DO LEITE RECICLADO




Desde que eu ouvi esta história eu já fiquei com a pulga atrás da orelha...sabe quando não dá pra digerir? Pois bem. Neste
 final de semana, acampando com meu lindo namorado e seus tios, surgiu na mesa esse assunto. A tia dele disse que tem a cisma de sempre conferir o número da caixinha, supostamente referente ao número de vezes que aquele leite foi reprocessado.

Até, na semana passada, no supermercado com meu namorado, estavamos procurando leite quando ele disse "ah...mas olha pra ver o número que tem lá embaixo". Juro, desacreditei quando ouvi isso. Eu, como designer gráfica, e uma garotinha muuuito observadora, sei que, o fundo da embalagem possui uma série de informações importantes da embalagem, números, códigos e informações que não são para o consumidor. Este sempre foi meu primeiro argumento contra essa teoria infame: se esta informação é referente ao número de vezes que o leite foi reprocessado, então, naturalmente, que o consumidor deveria ter o direito de saber esta informação! Pouca gente sabe, mas a legislação de embalagem e o controle da vigilância sanitária, e desses órgão responsáveis, são MUITO rigorosos. Mesmo que o leite fosse realmente reprocessado, e que isso pudesse ser, então repassado para os consumidores, esta informação deveria vir, obrigatoriamente, bem estampada nas áreas mais visíveis da embalagem, não junto com informações para controle da empresa e de impressão da embalagem.

Mas este argumento não era suficiente. As pessoas contra-argumentavam dizendo que não era interessante para a empresa informar isso aos seus consumidores, já que, então, todos comprariam somente as caixinhas com numerações baixas. Tá...bacana...verdade. Então, porque eles fazem isso? Afinal, se o leite que já foi reprocessado cinco vezes tem qualidade inferior, então, o índice de leites coalhados, estragados ou com gosto alterado, seria muito maior nas embalagens de numeração 5. Ou melhor dizendo, a maioria dos leites com numeração 5 deveriam vir estragados.(o que não acontece, pois sou uma grande consumidora de leite e compro qualquer numeração e nunca me aconteceu isso). Já pensaram a dor de cabeça que

 não seria para as empresas de leite, e para a Tetra Pak, se isso acontecesse? Afinal, se tem uma coisa que funciona no Brasil é o Código do Consumidor. Se o consumidor ficasse doente com um leite estragado, e fosse provado que era um leite numeração 5, então, ele poderia processar a empresa por não ter disponibilizado esta informação com maior clareza. Ou porque vocês acham que toda embalagem precisa especificar, na lista dos ingredientes, se tem ou não glútem? Logicamente, é para que esta informação esteja bem visível, em um lugar onde as pessoas alérgicas a glútem possam sempre encontrar, para que nada de mal aconteça.

Mas voltando ao leite, isso seria um problema jurídico sério, e empresa nenhuma está a fim de gastar dinheiro com essas coisas. Aliás, empresa nenhuma quer gastar mais dinheiro do que o necessário. E ai, vem meu segundo argumento contra esse mito. Para produzir, qualquer coisa que seja, é preciso ter uma puta logistica para que nenhum centavo seja desperdiçado na produção. O leite sai da vaquinha, passa por uns tambores enormes de leite onde sofrem o processo de pasteurização. Os leite longa vida passam pelo processo UHT(ultra hight temperature), quando eleva-se rapidamente para que os micro-organismos patogênicos, que causam mau, morram. Isso garante que o leite seja embalado com um número mínimo, não sei se posso dizer nulo, de micro-organismos que se alimentariam do leite, fariam fermentação e, assim, azedariam ou coalhariam o leite. Isso garante que o leite dure mais. Daí, depois de todo este cuidado (caro!), o leite é envasado nas caixinhas que tanto conhecemos, que são por sua vez embaladas em caixonas, que são embaladas junto com outras caixas, para serem transportadas e distribuídas por toda parte, indo a cada supermercado, hipermercado, padoquinha e mercearia. Transporte é CARO, minha gente. Principalmente transporte no Brasil, que é quase que exclusivamente rodoviário (ou seja, petróleo sendo queimado!!). Ai, você imagina que, depois de passado um tempo "x", as empresas de leite irão revisitar todos estes lugares preocupados em juntar todas as caixinhas com prazo de validade vencidos, colocar tudo num caminhão, levar devolta para a fábrica, separar os leites 1, 2, 3, 4, e 5, para serem abertos, despejados novamente em um daqueles tambores, para serem reprocessados para serem encaminhados para uma determinada esteira onde a embalagem com o número seguinte receberia estes leitinhos velhos, para serem lacrados, encaixotados, transportados, vendidos ou inutilizados para depois voltarem para esse processo todo??????

É muito trampo...e muita grana!!!

Já imaginaram a logistica da fábrica de leite, para cuidar que as embalagens com os devidos números fossem designados a seus devidos leitinhos reprocessados? Ainda não foi um bom argumento?

Tá, então eu vou dar mais um...algum imbecil achou que seria divertido criar um estado de pânico nacional(ou internacional, sei lá, não sei a magnitude deste mito). Isso já aconteceu várias vezes na história...o ser humano é sádico e muito vulnerável. Lembrem-se daquela dramatização no rádio, em 1938, quando trechos de Guerra dos Mundos foi motivo de pânico aos desavisados ouvintes que perderam o aviso inicial que aquilo era uma dramatização. O ser humano é uma criatura que ama uma tragédia, ama se sentir uma vítima, como se tudo fosse uma grande conspiração. Ao mesmo tempo, o ser humano adora a desgraça, o caos. Isso torna tão evidente que algum espírito de porco deve ter reparado naqueles numerinhos e se perguntado "para que diabos servem estes numerinhos?", sabe... naquele momento do café da manhã em que você já está cansado de ler sempre a mesma embalagem de sucrilhos, e ai, você aproveita, pega a caixinha de leite vazia que está lá na sua frente, fazendo nada mesmo, e começa a olhar e ler tudo o que tem nela. Ai, de repente você percebe que tem esse numerinho em toda caixinha de leite! Você fica intrigado, e percebe que você só viu números de um a cinco. Pronto! Surge a suposição, surge a ideia...por que não?

O que acontece é que este espírito de porco não pensou em dois detalhes muito simples, e que aparentemente ninguém também pensou nisso antes de entrar em pânico. É o princípio de um um número de mágica: você desvia a atenção do público para um lugar enquanto faz o truque em outro lugar. Pois bem: se esses números na caixinha são referentes ao número de vezes que o leite é reprocessado, então, os leites de saquinho ou melhor ainda, os leites em garrafas plásticas, não são reaproveitados por quê(já que estes não tem o número)? Ok, os de saquinho podem nem ser o mesmo processo dos leites de caixinha...ok. Mas os de garrafa são iguais!!! E ai?? 

Agora...uma coisa mais instigante ainda...será que não é só do leite que somos vítimas!?!?!?!? Meu deus!!! No leite de soja Ades também tem esse número! No suco de soja Ades que eu tomei essa semana tinha o número NOVE!!!!!NOVE VEZES!!!!! Dá pra acreditar nisso!!!??? Tipo...tava PODRE o negócio...e eu bebi!!!!!Eu tive que olhar melhor em todas as embalagens dos produtos que eu consumia e sabe o que mais!? Eu achei na embalagem de SUCO de MANGA!!!! Até o suco, gente!!!Pior...o extrato de tomate! O creme de leite...!!! Ó MEU DEUS!!!!

E agora?!?!?!?

GAlera....oi! Será que é o produto...ou a embalagem?!?!!? Que coincidência...todos os produtos que eu vi eram embalados em Tetra PAk!! (uau!).




Vocês já reparam que a Tetra Pak é responsável pela embalagem de muuuitos produtos diferentes, por certo. De leite à extrato de tomate, em diferentes formatos e tamanhos, esta tecnologia de emalagem é utilizada em larga escala no mercado. Todas as embalagens semelhantes à caixinha de leite possuem esta numeração. Meu palpite é que seria algo referente à produção da embalagem, à tiragem, ou algo do tipo. E olha,....eu quase acertei.

O que acontece é que as embalagens são impressas em grandes bobinas, o que permite que mais de uma embalagem seja impressa na mesma largura de folha. Para os meus colegas designers é fácil entender isso. Caso tenha alguém perdido lendo este post revoltoso, eu explico.

Antes da caixinha de leite virar "caixinha" ela era uma "folhinha" ( se você descolar e desmontar a caixinha vai perceber que ela fica plana). Assim, a caixinha é impressa numa folha de papel, que será recortada e colada para virar caixinha.Se a gente imprime na impressora da nossa casa, sabemos que temos um limite máximo da largura da folha que poderá entrar na impressora. Se pudessemos por um rolo de folha infinito, mas cuja largura é o tamanho de uma folha de A4 comum....poderiamos imprimir um cartaz bem comprido....mas um dos lados seria sempre a largura da boca da impressora. Para imprimir coisas maiores, impressoras maiores. 

Já imaginou quantas caixinhas de leite uma Parmalat da vida produz? Já pensou se eles fossem imprimir uma caixinha por vez? Por causa da produtividade em grande escala, a demanda das caixinhas é muito alta, então, são impressas em sistemas que permitem esta alta produtividade e mais de uma caixinha é impressa ao mesmo tempo. Isso acontece porque, na mesma largura, são impressas várias caixinhas juntas. No site da tetraPak eles disponibilizaram a seguinte imagem para explicar os números das caixinhas:





Na largura da bobina de impressão cabem cinco caixinhas de leite. Cada "tira" de caixinhas recebe uma numeração para controle da embalagem.Aí, essas tiras são cortadas, e cada uma será então cortada nas alturas para fazer as caixinhas! Simples assim.

Agora, se nenhum destes argumentos forem suficientes para convencer vocês que os números não são relativos ao número de vezes que o leite foi reprocessado, eu os aconselho a olhar o número de TODOS os produtos embalados em TetraPak. Se você é do tipo que prefere desconfiar, então tenha mais cuidado com todos os produtos, pois você pode estar sendo vítima de uma grande fraude industrial! Então, reserve um tempo maior para fazer compras...porque você vai ter que comparar os números dos leites, dos sucos, dos creme de leite, dos extratos de tomate, dos iogurtes....


Mas, se você, como eu, acha que isso é uma patética neurose...liberte-se deste mito e seja feliz com o número 4, 5, 9, ...

Esclarecimento ao público. http://www.tetrapak.com.br/htmls/fluxo_continuo/fluxo_continuo.htm
os números na embalagem Tetra Pak. http://images.google.com/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_I_EdhQphhe4/SPZHsRE-PfI/AAAAAAAAAK0/Hw4Vxk03AGQ/s400/tetra-fundo.jpg&imgrefurl=http://embalagemmarca.blogspot.com/2008/10/os-nmeros-na-embalagem-tetra-pak.html&usg=__zRwrwzUC8prqJTK1RNn6_iuMr04=&h=246&w=400&sz=22&hl=pt-BR&start=27&um=1&tbnid=CATXRDGT4p4NTM:&tbnh=76&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Dembalagem%2Btetra%2Bpak%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dsafari%26rls%3Dpt-br%26sa%3DN%26start%3D18%26um%3D1
 pasteurização. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pasteurização
pânico! é a guerra dos mundos.http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/warworlds.htm

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um amor verdadeiro

Um dia, um alguém muito especial entra em sua vida. Neste momento, em que seus olhos se cruzam pela primeira vez, e o você sente que ninguém mais poderá separá-lo de você, você sabe, secretamente, que sua vida mudou para sempre. A única coisa que você não sabe é o que acontecerá nos próximos anos, quantas lágrimas, quantas confusões, quantas aventuras lhe aguardam.

No começo, tudo é novidade. Você não sabe o que fazer para agradar. O que ele gosta de comer? Será que está com frio? Será que dormiu bem esta noite? E você, por mais que se importe com ele, sente que sua privacidade, sua independência, aos poucos vai sendo expremida num cantinho para dar espaço a novos hábitos, novos costumes, uma nova vida.

Muitas coisas mudam ao longo de nossas vidas, mas poucas tem a capacidade de nos transformar tanto quanto esse amor. No início é tudo lindo, tudo fofo, e você não tem a menor dúvida que o ama. Mas é só depois de alguns anos, depois de algumas lágrimas, algumas brigas, que você percebe porque dizem que o amor é o sentimento mais lindo do mundo. Depois das lágrimas, quando ele vem todo quieto em si, com os olhos cheios de perdão, você não consegue não perdoa-lo. Não foi por mal, você não precisa que ele diga isso, pois você sabe muito bem. Ele encosta sua cabeça em você, e nesse gesto você sabe que ele não queria ter te magoado. Mas magoou. Você gostava daquele chinelo.

Na hora do perdão você não tem dúvidas do amor mútuo que há entre vocês, mas é quando você chega em casa, depois de um dia peste, em que seu mundo caiu, que você começa a entender melhor esse amor. Não teve um dia sequer, que você chegou e ele não estava lá, esperando por você. E quando você entra por aquela porta, com os olhos tristes, o corpo dolorido, exausto de viver, você se deixa cair sobre o sofá, e logo sente aquele abraço de consolo. Você sabe que ele enchuga as suas lágrimas sem querer nada em troca, apenas o seu amor.

E quando não é tristeza, é raiva, ninguém melhor do que ele para te acalmar. Ele fica lá, quietinho do seu lado, e quando você se afoga em suas próprias lágrimas, cuspindo fogo pelas ventas, de alguma forma ele olha para você e você entende, começa a se acalmar, até que ele se aproxima e encosta sua cabecinha no seu colo.

Quando você pensa que entende o que é o amor, em sua mais plena forma, e tem certeza que aquilo que está dentro do seu coração é o maior sentimento do mundo, a vida começa a tirar essa alegria de você. Você começa a senti-lo um pouco distante (será que não me ouviu chegar?). Percebe que com o tempo, ele não está mais acompanhando seu ritmo. (o que está acontecendo?). Uma consulta médica hoje, uma cirurgia amanhã, e você olha em seus olhos e não consegue compreender porque isso está acontecendo com você, conosco.

Um alguém que sempre amou, sempre fez o bem, de repente, sofre.

Quando você se sente impotente, inútil, vendo a vida daquele ser que você mais amou na sua vida,escorrer por suas mãos, você percebe como foi ingenua ao pensar que tão cedo já sabia o que é o amor.

Mas é quando o coraçãozinho dele pára que você entende que você nunca será capaz de entender o amor.

Você olha para trás e percebe que ele sim soube entender o amor. Soube porque mesmo quando ele ainda não te conhecia, ele abanou o rabinho pra você. Ele aceitou entrar na sua família e te amar, em troca de um pouco de comida, uma(s) casinha(s), e alguns chinelos, umas bolas, muitas frutas, enfim, nada que mesmo o mais pobre mortal não seria capaz de dar.

Ele entendeu, desde sempre, o verdadeiro significado do "desapego material", destruindo tantas coisas que você tanto gostava (tanta tranqueira, tanto lixo...). Mesmo depois que você o deixou de castigo, ele perdoou, porque, no fundo ele sabia que um dia você ia entender que ele fez isso para o seu próprio bem.

Mesmo quando a bronca nem era pra ele, não se importou. Ouviu seus berros, levou uns cascudos, mas depois, quando você pediu desculpas, ele sabia, lá no fundo, que você o faria.
Ele não guardou ressentimentos, nem ficou remoendo o passado, nem ficou sonhando com o futuro.

Ele sim, viveu o presente.

Viveu intensamente os poucos anos que a vida reservou para ele.
Viveu intensamente os poucos anos que a vida reservou para vocês dois.
Marcou profundamente sua vida pra sempre.

Se algum dia quisermos explicar o que é o amor, o amor que se sente por um amigo, familiar, ou namorado, ficará mais fácil se pensarmos no amor que um cão tem por sua família.
Precisamos nos perguntar: qual é o segredo de um relacionamento eterno?

E é só olharmos para nosso amigo canino, e tentarmos aprender um pouco com ele :
- ouça mais, fale menos.
- fale menos ainda de si próprio.
- divirta-se com muito pouco.
- comunique-se sempre com o olhar.
- coma coisas gostosas, exagere!
- não se prenda a bens materiais.
- não guarde rancor.
- não viva o passado.
- corra bastante quando puder se sentir livre.
- conheça as intimidades do outro, e se divirta com as esquisitices
- seja presente
- viva o presente
- ame, sem esperar nada em troca.
- agradeça por tudo, a qualquer momento.


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ela sabia o que fazer

Pois é...só pra encerrar a madrugada...um videozinho rápido pra animar a galera.
Incrível, amei essa roda! Ela simplesmente não atrapalhou ninguém, e ainda fez a sua parte.

Um sonho de valsa...


Para aqueles que tiveram a magnífica oportunidade de participar do 8o P&D, qualquer coisa que eu venha a escrever aqui vai ser infinitamente menor do que aquelas deliciosas palavras que ganharam vida no auditório 1 do Centro Universitário Senac na noite de sexta-feira, dia 10.

Mas para aqueles que não tiveram a felicidade de estar lá, eu gostaria de tentar dizer o mínimo...


Agnaldo Farias é um nome para ser gravado: professor doutor da FAU, crítico de arte e curador. Mais do que isso, um homem que aproximou design e arte com palavras que renderam suspiros, muitos aplausos e até mesmo lágrimas. Acontece que em um mundo tão distante, tão "wireless", tão hightech, falar sobre algo intangível e que ainda existe no coração de algumas pessoas é, não só um ato de coragem, como uma faísca de esperança.

A arte é sabidamente uma forma egoísta, e até mesmo narcisista, de comunicação. É o caminho que os sentimentos encontram, seja em notas musicais ou rimas raras, seja sobre a tela, seja dentro dela, seja pela cinestesia ou sinestesia do corpo,  a arte existe, e na alma de quem a permite viver, ela engrandece, flui e simplesmente existe. Vira uma obra de arte.

O design, por sua vez, passou a existir quando o mundo começou a transpirar poluição, expandir tecnologia e desenvolvimento. Fruto da indústria, do comércio, da mão de obra barata, de máquinas eficientes. Existe para o consumidor, o cliente, o usuário. Sua razão está na satisfação de outrém, não mais do próprio ser que o cria.

Ou ao menos, assim a academia prefere pensar.

Por um bom tempo achei que eu estivesse no lugar errado, no curso errado. Por onde aquela arte, que branda aqui dentro, iria fluir? Não posso por rédeas, não posso construir um caminho...ela vai por onde ela quer ir. 

Mas aí, com o tempo, encontrei no design aquela habilidade de polir os problemas, transformar pedras brutas em diamantes. Não há nada mais lindo do que criar um algo para o mundo que nasceu de uma idéia e virou uma verdade, tornou-se tangível.

Aos poucos fui percebendo que o design só é verdadeiramente completo se ele tiver mais do que um projeto um propósito, uma razão de ser. Cada conceito bem formulado, cada nova idéia, cada noova solução, é uma forma de trazer a beleza da arte para pessoas que nem sempre tem esse brilho em suas vidas.

O que é design não é belo só porque não é feio.O que o torna verdadeiramente belo é sua capacidade de comunicar, mesmo aos mais ignorantes, mesmo aos mais distantes, sem palavras. É fazer a arte de cada pessoinha se identificar com um objeto, uma peça gráfica, um qualquer coisa, com a arte que alguém tornou real.

Nem todos permitem que a arte exista dentro de si. Eu, particularmente,acredito que todo mundo nasce artista, mas nem todos sabem cuidar dele, muitos não acreditam nele.

Digo isso, porque toda criança faz "arte". Toda criança cria, de forma espoleta, de forma científica, da forma que for. 

Encontrei, então, no design a arte (ou a arte me encontrou no design). Tudo o que eu já conquistei até hoje em minha jovem carreira de designer e pesquisadora, eu conquistei acreditando que é possível criar coisas belas, usar a imaginação como foguete pra toda criatividade fluir para que novas soluções surjam, e que é possível sonhar...lutar por um mundo melhor, mesmo que ele não mude muito.

"You may say I'm a dreamer, but...",  depois daquela sexta-feira, eu percebi que "
I'm not the only one".

Agnaldo Farias nos contou que a arte também tem o seu design. "O cara que inventou o Sonho de Valsa não inventou um bombom." O nome é uma valsa, mais do que uma valsa, é um sonho, uma promessa de realização.Uma promessa envolta em um papel cor de rosa (magenta), que ninguém resistiu a, ao menos um dia, esticá-lo diante dos olhos e ver, como se num passe de mágica, que o mundo todo fica cor-de-rosa. O barulho, o laminado, o ritual de morder o chocolate, separar o biscoito para só no final comer aquele núcleo macio com pedacinhos de amendoim.

A arte é espontânea, mas não é por acaso. Ela tem técnica, ela tem intenção, ela tem propósito, ela quer comunicar.Ela tem design.

Eu, discretamente, durante a palestra, varri o auditório para ver como as pessoas estavam recebendo tais palavras que me eram quase mantras, quase que como se eu tivesse pela primeira vez acreditando que Deus existe, porque aquelas palavras estavam me dizendo que eu não estou errada. Sabe o que eu vi? Eu vi olhos brilhando, sorrisos aliviados, tímidos. Eu ouvi nos aplausos o "muito obrigada" que cada um queria poder dizer pessoalmente, e que eu fiz questão de torná-lo verbal e tátil. (era necessário?não sei)

Só sei dizer que acho que, assim como eu, muitos ainda devem acreditar em coisas como o amor, a beleza, o respeito, a ética, a honestidade, a sinceridade, a fidelidade, mas acreditam calados como se tivessem vergonha.

Coelhinho da páscoa, papai noel, doendes, fadas, gnomos, elfos, gigantes, bruxas... não existem?

Tudo existe se acreditarmos que existem. Acreditar é o primeiro passo para tornar algo possível, real. Acreditar é a asa da imaginação...

Eu descobri neste congresso que tem muita gente babaca fazendo design...mas tem MUITA gente que acredita no design, acredita no futuro, em um mundo mais belo.

"I hope someday you may join us...and the world will live as one"

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA- O FILME


Antes de mais nada, gostaria de dizer que eu ainda não li o livro por inteiro. Acho esta afirmação suficientemente clara que eu não tenho nenhum aprofundamento na narrativa...
Conheço Saramago por sua fama, sei que é um autor difícil, que propõe uma reflexão, e assisti o filme já com isso em mente. No entanto, peço licença neste meu espaço para trazer um pensamento a esse respeito.

Assisti o filme com meu namorado no cinema. Confesso que não devia ter feito essa maldade com ele. É uma narrativa lenta, é uma história absurda, mas talvez, seja um filme para poucos(assim como é um livro para pessoas selecionadas). 

Digo que é para poucos, porque certamente para pessoas intimamente ligadas à área de comunicação visual, artes, etc, as soluções técnicas para a representação da cegueira são impressionantes, envolventes e admiráveis.

Todo livro que vira filme é criticado. Quando é que os mortais vão perceber que sempre será assim? Existe um motivo para isso: são mídias diferentes, exploram partes de nossa percepção, de nosso raciocínio completamente diferentes! Um livro nunca será um filme, nem um filme nunca será um livro. 

O que acontece neste filme, ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, tem  muito a ver com essa tradução de uma mídia para outra, mas...talvez parte da culpa seja, de fato do diretor, Meirelles.

A narrativa se passa em uma cidade fictícia, sobre uma doença fictícia de uma epidemia de cegueira branca. O "tchans" da história é a conseqüência : um caos absoluto que destrói a estrutura da sociedade.

Eu mesma, quando assisti achei um filme uma bosta, para dizer o bom português. Só depois, conforme eu fui pensando, relembrando, revendo na minha cabeça os fatos, é que eu comecei a compreender o incompreensível. Tudo só ficou ainda mais claro depois de ler, em vários lugares diferentes críticas pesadas sobre o filme, inclusive culminando no absurdo que no lançamento do filme nos Estados Unidos, aquelas sociedades que não fazer porra nenhuma mas que gostam de causar prometeram "causar" na frente dos cinemas em que o filme seria exibido. Ah, nem preciso dizer que são aquelas sociedades que fazem porra nenhuma de defensores dos Cegos!!!

O problema é que esses caras alegam que o filme retrata os cegos como monstros.

O que os caras não entenderam, é que o filme NOS retrata como monstros. A cegueira, como disse o próprio Saramago, é "uma cegueira da razão". De repente, este manto branco que preenche a vista dos afetados pela doença causa um colapso interno. As pessoas perdem o referencial, tornam-se indefesos, desnudos, vulneráveis.

Esta nova situação, conforme começa a propagar-se epidemicamente, força as autoridades a isolar os doentes desta doença desconhecida. Neste isolamento, se por um lado as pessoas afetadas estão completamente isoladas e presas, privadas de sua liberdade, por outro, elas encontram-se, pela primeira vez, verdadeiramente livres.

Livres, porque não há nenhuma ordem governamental, nenhuma lei, nada. A única lei é a própria conduta, caráter, ética, respeito, de cada um. Neste ponto, a total despreocupação com o racionamento e planejamento do consumo dos alimentos, a falta de higiene e de preocupação com os lixos produzidos, representam de metaforicamente, a despreocupação enraizada em cada um de nós.

Pense grande, pense além: quantas pessoas realmente se preocupam com o lixo que elas geram? Quantas pessoas se preocupam com o que acontece com este lixo da porta pra fora? A maioria não importa, porque "o que os olhos não vêm o coração não sente". Pois é.

Aquelas pessoas nunca foram cegas, e perderam a visão de forma abrupta. Esta cegueira não representa a forma com que os cegos encaram o mundo, mas justamente a ignorância dos que enxergam.

Um detalhe muito importante: apenas uma mulher no mundo parece imune a essa doença. Ela entrou, logo no início, com seu marido, fingindo estar cega. Ela é então a única pessoa, dentre todas, que consegue ver essa podridão, essa caca que as pessoas fazem (são).

Com o tempo, todas as merdas que podem dar em uma sociedade sem respeito, sem dignidade, sem caráter, acontecem. Se forem lidas(ou vistas, no caso) de forma literal, muitas coisas não aconteceriam desta maneira (e talvez a falha do diretor esteja ai: ele abusou de mais do realismo, para que as pessoas se identificassem com a situação, mas o resultado é, na verdade, uma situação muito surreal para os espectadores , que enxergam(ou os cegos de razão).


Obviamente, um grupo de pessoas de mal caráter se sobrepõe aos demais, explorando, roubando, estorquindo, e todos, simplesmente todos, se permitem, aceitam essa nova condição passivelmente.

Agora, não venha me dizer que isso nunca aconteceria na vida real. Caso você discorde, peço que pense com carinho nos montes de dinheiro que o seu governo enfia no cú, dinheiros que você conseguiu suando a camisa, dinheiros que você conseguiu passando noites em claro, que você deixou de comprar na parcela da sua casa própria, no seu carro. Hoje, candidatos estão ai, e muitos deles(só pra não dizer todos...quem sou eu pra afirmar!?) e tem o rabo preso com alguma trambicagem, corrupção, etc.

Nós deixamos que nos roubem, deixamos que nos estuprem. Somos patetas sem um pingo de coragem, vontade, ou sei lá o que de impedir ou mudar essa injustiça, esse erro, essa palhaçada.

A doença começa a ser curada quando o primeiro cara que ficou cego volta a enxergar. Do mesmo jeito que ele ficou cego, ele "desficou".

Para muitos, inclusive para mim, isso foi um momento de revolta!! Como assim! Acaba o filme e nada se explica! nem ao menos mostra os outros voltando a recuperar a visão.

Mas ai,...pensando melhor...mostra sim.

Mostra, que o cara que ficou cego primeiro, tinha uma cegueira da razão: uma visão tradicional, machista, que subjulgava sua mulher. Isso se mostra evidente quando ela aceita participar de uma suruba no isolamento para conseguir alimento para aquela ala. Ela aceitou essa condição, mas no fundo, ela não tinha mais nada a perder, só sua dignidade. Dignidade? Supondo que ela era tratada com inferioridade pelo marido, que dignidade lhe restava?

Este ato de estúpido passa a ser o ponto chave: o momento em que ela percebe que há mais do que o que se vê. As coisas não são lógicas, não são simples, não são de ninguém. Pois ela consegue libertar-se de si.

Ao final, pouco antes de o seu marido voltar a enxergar, ela revela a ele, que se lembrava sim de determinado momento, que anteriormente no filme seu marido citou para tentar animá-la, resgatando boas lembranças que têm juntos.

Neste momento, em que ela diz isso a ele, ele também compreende, o que era importante para ela, o que ela era para ele. E ele enxerga.

Por que a protagonista da história é a única que não é afetada?

Porque ela é integra, forte, realista. No início do filme, ela se mostra uma esposa dedicada, preocupada, apaixonada e que gosta de agradar seu marido, da vida que têm. Já num momento de caos, no isolamento, ela vê seu marido comendo uma puta, amiga deles.

Neste momento, eu fiquei MEGA revoltada! Ela "perdoou a mulher!!"Mas, depois, eu enxerguei.

Ela passou a tratar seu marido como tratava os demais, porque ela já não estava mais ali por ele, mas estava ali por ela, pela sua integridade, pelos seus valores. Mais adiante, ela mata o cara que estava causando no isolamento, o cara que instaurou uma ditadura no local.

Este ato, apesar de imoral, naquelas circunstâncias, era a única solução.

Saem todos pelos portões,  se vêem, novamente, livres, e presos. Andam por uma cidade imunda, abandonada, escrota. Os cegos que perambulam pelas ruas mais parecem zumbis da madrugada dos mortos, buscando por comida, desesperados por comida.


Uma crítica ao consumismo, à falta de ética, falta de caráter, à hipocrisia, insensibilidade, política...

enfim...uma crítica tão complexa que não disse nem um ínfimo do que gostaria de refletir sobre este filme.

Agora eu quero muito terminar de ler este livro.

Os que não gostam, não viram nada.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A GRANDE ESCAPADA

Gente, para inaugurar este blog...vou colocar este vídeo aqui, que é simplesmente incrível. 

É por essas e outras que eu digo que os cães são seres fascinantes! Quando pensamos que já vimos um cão fazer a coisa mais incrível...sempre vem outro e nos surpreende!

Com vocês: A GRANDE ESCAPADA